"Irmãos Campana"

Dimensões: 21 x 32 cm

Número de páginas: 216

Catálogo da exposição realizada no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, de 27/abr a 20/ago/2017, sob a curadoria de Consuelo Cornelsen.

 

"O Museu Oscar Niemeyer sublinha seus 15 anos de existência com uma exposição dedicada à obra dos designers Humberto e Fernando Campana. Mundialmente conhecidos pela singularidade de suas peças, os irmãos Campana trazem novas ideias ao design, conectando-o à arte, reinventando os objetos funcionais do dia a dia, empregando, para isso, matérias-primas e técnicas diversas, industriais e artesanais. Os projetos de seus móveis e ambientes partem de conceitos sofisticados: integração da história do design com a inteligência popular, fusão de linguagens, transformação de materiais. Tudo isso sem abrir mão da funcionalidade e de uma beleza que passa longe das formas convencionais.

"A relação com a inteligência popular merece um comentário à parte. Remonta ao reconhecimento da força dos sambas e versos do mestre Cartola, um dos fundadores da célebre Estação Primeira de Mangueira, em 1928. Descoberto como lavador de carros em 1945, o "caso" Cartola praticamente catalisou o processo de respeito que o povo brasileiro passou a merecer a partir dos anos 1960 por parte da elite intelectual, e que culminou com a grande exposição "A mão do povo brasileiro", organizada por Lina Bo Bardi e seu marido, Pietro Maria Bardi, o cineasta Glauber Rocha e o diretor de teatro Martim Gonçalves, na abertura da sede, na Avenida Paulista, do Museu de Arte de São Paulo, em 1969.

"A poética dos Campana vem na esteira desse processo, mais precisamente na linhagem que descende da produção arquitetônica e no design de móveis de Lina Bo Bardi. O modo amoroso como eles contemplam a produção artesanal popular que resiste nos vários quadrantes do nosso país, o respeito à coleção de gestos cidade de improviso do nosso povo, tão afeito às adversidades, não obstante sua indiscutível alegria, não são espontaneamente, sensuais como tudo que nasce da manipulação da matéria viva."

Catálogo Irmãos Campana

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"Irmãos Campana"

Dimensões: 21 x 32 cm

Número de páginas: 216

Catálogo da exposição realizada no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, de 27/abr a 20/ago/2017, sob a curadoria de Consuelo Cornelsen.

 

"O Museu Oscar Niemeyer sublinha seus 15 anos de existência com uma exposição dedicada à obra dos designers Humberto e Fernando Campana. Mundialmente conhecidos pela singularidade de suas peças, os irmãos Campana trazem novas ideias ao design, conectando-o à arte, reinventando os objetos funcionais do dia a dia, empregando, para isso, matérias-primas e técnicas diversas, industriais e artesanais. Os projetos de seus móveis e ambientes partem de conceitos sofisticados: integração da história do design com a inteligência popular, fusão de linguagens, transformação de materiais. Tudo isso sem abrir mão da funcionalidade e de uma beleza que passa longe das formas convencionais.

"A relação com a inteligência popular merece um comentário à parte. Remonta ao reconhecimento da força dos sambas e versos do mestre Cartola, um dos fundadores da célebre Estação Primeira de Mangueira, em 1928. Descoberto como lavador de carros em 1945, o "caso" Cartola praticamente catalisou o processo de respeito que o povo brasileiro passou a merecer a partir dos anos 1960 por parte da elite intelectual, e que culminou com a grande exposição "A mão do povo brasileiro", organizada por Lina Bo Bardi e seu marido, Pietro Maria Bardi, o cineasta Glauber Rocha e o diretor de teatro Martim Gonçalves, na abertura da sede, na Avenida Paulista, do Museu de Arte de São Paulo, em 1969.

"A poética dos Campana vem na esteira desse processo, mais precisamente na linhagem que descende da produção arquitetônica e no design de móveis de Lina Bo Bardi. O modo amoroso como eles contemplam a produção artesanal popular que resiste nos vários quadrantes do nosso país, o respeito à coleção de gestos cidade de improviso do nosso povo, tão afeito às adversidades, não obstante sua indiscutível alegria, não são espontaneamente, sensuais como tudo que nasce da manipulação da matéria viva."