"Nemer | aquarelas recentes - geometria residual"

Dimensões: 16 x 23 cm

Número de páginas: 64

Catálogo da exposição realizada no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, de 25/out/2018 a 24/mar/2019, sob a curadoria de Agnaldo Farias.

 

Há já alguns anos as aquarelas de José Alberto Nemer encenam um confronto entre uma orientação construtiva e um impulso orgânico, embate que ele vem depurando até os complexos resultados de agora, nos quais, em alguns momentos, em lugar de tensão por vizinhança ou sobreposição, dá-se um entrelaçamento, uma aproximação entre dois termos digna, no dizer de João Cabral de Melo Neto, da pureza da parede "caiada" de um ovo, do corpo translúcido de ovas de peixe, do formato elipsoidal de certos seixos rolados. O artista impõe-se um magnífico e ambicioso desafio, que só mesmo a segurança da maturidade e o controle que dela advém podem permitir. De um lado, a geometria, produto de extração mental, com sua precisão orgulhosa, decidida, sobretudo se apoiada em instrumentos com réguas e esquadros, traindo, com essa postura, certa indiferença ao mundo, no que ele tem de incompreensível, insubordinado, indomável. De outro, a mancha, resultado pulsante do emprego de pincéis, com suas formas irregulares, sua apreensão cambiante, corolário de seus contornos atmosférico, pejadas de cor como nuvens carregadas de água, a pique de transbordar. Para lidar com ambas vem a transparência, característica fundamental da aquarela e, neste caso, prova de que os termos que compõem o mundo não devem ser tratados como excludentes, menos ainda como compartimentados

Catálogo Nemer - Aquarelas Recentes

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"Nemer | aquarelas recentes - geometria residual"

Dimensões: 16 x 23 cm

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Catálogo da exposição realizada no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, de 25/out/2018 a 24/mar/2019, sob a curadoria de Agnaldo Farias.

 

Há já alguns anos as aquarelas de José Alberto Nemer encenam um confronto entre uma orientação construtiva e um impulso orgânico, embate que ele vem depurando até os complexos resultados de agora, nos quais, em alguns momentos, em lugar de tensão por vizinhança ou sobreposição, dá-se um entrelaçamento, uma aproximação entre dois termos digna, no dizer de João Cabral de Melo Neto, da pureza da parede "caiada" de um ovo, do corpo translúcido de ovas de peixe, do formato elipsoidal de certos seixos rolados. O artista impõe-se um magnífico e ambicioso desafio, que só mesmo a segurança da maturidade e o controle que dela advém podem permitir. De um lado, a geometria, produto de extração mental, com sua precisão orgulhosa, decidida, sobretudo se apoiada em instrumentos com réguas e esquadros, traindo, com essa postura, certa indiferença ao mundo, no que ele tem de incompreensível, insubordinado, indomável. De outro, a mancha, resultado pulsante do emprego de pincéis, com suas formas irregulares, sua apreensão cambiante, corolário de seus contornos atmosférico, pejadas de cor como nuvens carregadas de água, a pique de transbordar. Para lidar com ambas vem a transparência, característica fundamental da aquarela e, neste caso, prova de que os termos que compõem o mundo não devem ser tratados como excludentes, menos ainda como compartimentados